
ANO VELHO
Eliane Couto Triska
Eliane Couto Triska
Deixo mortos no caminho…
Que descansem no calcário dos córregos:
leves mortalhas.
A brisa ainda amealha os últimos suspiros.
Deixa-me! Não preciso mais lamentar
o Fogo queimando Terra e Ar.
Há o Céu… gentil,
a dizer-me que posso pescar no formigueiro de estrelas.
Apronto-me!
Arrumo as telas passadas
sem mais a adiar.
Trago-te em mim como desfalque
e a falta troca o Ano….
e o sabor ocre da despedida.
Insano!
Devolve os pensamentos com que te alimentei
Quero-os de volta!
Não os quero servidos ao filho que te dei.
Dá à luz e morre!
Morre antes que teu filho nasça
velho
e reclamado por ti
seja o teu lugar.
Dou-te nenhum para ficar!
Que descansem no calcário dos córregos:
leves mortalhas.
A brisa ainda amealha os últimos suspiros.
Deixa-me! Não preciso mais lamentar
o Fogo queimando Terra e Ar.
Há o Céu… gentil,
a dizer-me que posso pescar no formigueiro de estrelas.
Apronto-me!
Arrumo as telas passadas
sem mais a adiar.
Trago-te em mim como desfalque
e a falta troca o Ano….
e o sabor ocre da despedida.
Insano!
Devolve os pensamentos com que te alimentei
Quero-os de volta!
Não os quero servidos ao filho que te dei.
Dá à luz e morre!
Morre antes que teu filho nasça
velho
e reclamado por ti
seja o teu lugar.
Dou-te nenhum para ficar!