
Amor desfeito
Tereza da Praia
Tereza da Praia
O quarto vazio me contempla.
A cama desfeita me provoca.
O teu cheiro no ar enlouquece-me.
Em mim, um desejo desvairado.
Procuro teu corpo amante,
Querendo te-lo ao meu lado.
Corpo depositário do meu carinho,
Do meu desejo de mulher.
Lugar onde fiz meu ninho.
Onde tua curiosidade de menino
Descobriu-me os segredos,
Exorcizou-me os medos.
Não agradeço o que me destes,
Nem maldigo o que tomastes
O que recolhestes de mim,
O que colhestes enfim
O que semeastes no meu jardim.
Talvez te agradeça o corpo
Que me davas sem reservas,
Em nossas orgias loucas,
Quando ofegantes, em gritos roucos,
Chegávamos ao êxtase da paixão…
Talvez um dia te agradeça
Mas hoje…
Hoje, ainda, não!
A cama desfeita me provoca.
O teu cheiro no ar enlouquece-me.
Em mim, um desejo desvairado.
Procuro teu corpo amante,
Querendo te-lo ao meu lado.
Corpo depositário do meu carinho,
Do meu desejo de mulher.
Lugar onde fiz meu ninho.
Onde tua curiosidade de menino
Descobriu-me os segredos,
Exorcizou-me os medos.
Não agradeço o que me destes,
Nem maldigo o que tomastes
O que recolhestes de mim,
O que colhestes enfim
O que semeastes no meu jardim.
Talvez te agradeça o corpo
Que me davas sem reservas,
Em nossas orgias loucas,
Quando ofegantes, em gritos roucos,
Chegávamos ao êxtase da paixão…
Talvez um dia te agradeça
Mas hoje…
Hoje, ainda, não!
