Tu, a minha poesia!

Postado em Milamarian em Janeiro 19, 2008 por sabrinabenites
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Tu…a minha poesia!
Milamarian
 
 
 
Serena oração ecoando em suave toada
num sublime enlevo beija a minha verve
campeia frestas qual cântico em alicerce
sustenta minh’alma em qualquer alvorada.
 
 
Senhor das minhas auroras e poentes
em tua luz eu viajo nos sonhos alados
sou serafim num’asa e sons emplumados
te entrego c’o meu púrpura candente.
 
 
Cálida gota que inspira o verso meu
no levante qual o dourado raio de sol
me aquece e assim brilha no camafeu,
 
 
onde te vejo, consagrado e redundante
orvalho e pérola, nos acordes do arrebol
rouxinol enluarado, fado predominante.

Melodia desacorrentada

Postado em Ciducha em Janeiro 18, 2008 por sabrinabenites
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Melodia desacorrentada
Ciducha
Sempre serei tua, ainda que não toque a melodia!
Ainda que o tempo, insano, ingrato e lento
nos torne solitários demais…
Ainda assim, serei tua!
Também preciso de ti
precisei tanto, por tanto tempo!
Chamei tantas vezes… nunca me ouviste.
Mas eu te ouvirei, prometo!
Registro tal promessa neste poemeto.
Sou como os rios, que correm todos para o mar
mas já cheguei… não vais chegar?
Estou nos braços aconchegantes do mar
em noites escuras e frias
ou em lindas noites de luar
sempre… eu e o mar!
Volte… volte sempre que quiser
estarei a te esperar,
como a praia espera ansiosa
as ondas que vão chegar…

Amor é…

Postado em Milamarian em Janeiro 18, 2008 por sabrinabenites
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Amor é…
Milamarian
Amor é água que corre sem parar
desce rios, roda sendas até o mar
é vento forte que beija o meu verso
e em duas palavras mostra o reverso.
Amor é sorriso dos meus olhos calados
em delírios a pisar naqueles prados
onde me espera deitado nas ramagens
aquele que na minh’ alma é tatuagem.
Amor é no cálice o vinho que transborda
é cálida gota , mel que espalha e vigora
as searas, flores na janela, abre portas,
é o sol frente ao monte, lavrando serras
lua saindo detrás das brumas àquela hora
em que seremos tu e eu numa única tela.

Minha vida!

Postado em Jose Geraldo Martinez em Janeiro 17, 2008 por sabrinabenites
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MINHA VIDA!
José Geraldo Martinez
Minha vida,
carrego-a, com minhas tantas histórias!
Dentre elas, algumas lágrimas doloridas,
Chegadas e partidas…
Derrotas e vitórias!
Por seus caminhos, espinhos e flores…
Fracassados amores, saudade e solidão!
O lugar de um trono mais alto,
a dureza cruel de um chão!
Minha vida, carrego-a leve, apesar…
Também tenho o conforto dos amigos,
O sorriso dos filhos,
Alguém sempre a me esperar!
Os olhos de minha mãe!
O afago de suas mãos…
O beijo que a tudo acalma,
Em qualquer réstia de solidão!
Até as flores que plantei em
meu quintal…
Esperam-me com perfume e beleza!
O latido feliz do meu cão,
Abanando o rabinho, com certeza!
Tenho as noites para minhas preces.
Meu diálogo freqüente com Deus!
As manhãs douradas para um recomeço,
Após tropeço em qualquer pedra que a vida
me ofereceu…
Ainda tenho meu pai,
Com todo ombro que pode me oferecer!
O neto que chega em casa tagarela,
Reforçando minha vontade de viver!
Minha vida, só hei de entregá-la
quando obrigado for!
Ainda que pese sobre mim qualquer idade,
qualquer enfermidade, qualquer dor…
Partirei com o sorriso mais feliz
de um morimbundo!
 Carrega-la-ei, sem medo!
Fiz-me guerreiro por esse mundo
E quando a abracei,
Foi em paz!
Só amei, só amei, só amei…

Um lugar para me esconder

Postado em Maria Antônia Canavezi Scarpa em Janeiro 17, 2008 por sabrinabenites
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Um lugar para me esconder
Maria Antônia Canavezi Scarpa
A liberdade talvez fosse
um bom lugar para eu me esconder
já que o tempo anda me perseguindo
e não quero que ele me alcance
temos muitas coisas para resolvermos juntos
e adiar o momento é meu diferencial
mesmo que esteja sendo muito difícil
Quando se alça um vôo perigoso
o infinito deixa de ser seguro
há por trás das nuvens
pequenas e grandes emboscadas
pois não se tem com enxergar entre elas
ainda mais quando se transformam
em brumas espessas no céu
 
O estágio que me encontro
é de letargia e impaciência
o corpo pede muito mais calor
exigente a saudade se torna imperiosa
comandando com maestria todos os seus segmentos
sem parar, ativa freneticamente
todos os meus sentidos
Houve em mim grandes mudanças
quase que uma mutação de genes, células
estou emergindo de um mundo ácido
onde permaneci longo tempo
submersa a mercê de algo
com quem jamais quis lutar
a coragem veio aliada de uma força sagaz
Na elevação da minha indolência
descobri uma juventude quase amorfa
que resolvi moldar
dar movimentos e lucidez a sua morbidez
afinal se vive para o amanhã
e jamais o olhar para trás
trará de volta aquilo que o tempo já marcou
nas folhas esmaecidas do nosso destino

Sonhos meus

Postado em Poeta Londrino em Janeiro 16, 2008 por sabrinabenites
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SONHOS MEUS
Poeta Londrino)*
 
Entrego-vos meu direito ao repouso
e os retalhos de agônicas vigílias,
que se afinal me julgais louco,
não ouseis bulir minhas fantasias.
 
Podeis levar todas as cores
com que engalanais vosso arbítrio,
mas não toqueis no cerne das dores
intransponíveis dos meus idílios.
 
Meu silêncio cônscio do poder
ilusionista da vossa verdade
será meu bastião de felicidade.
 
E os meus olhos que não parecem ver
libertam-me enfim da vossa peçonha…
serena dimensão de quem sonha.

Recomeçar

Postado em Paulo Roberto Gaefke em Janeiro 16, 2008 por sabrinabenites
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Recomeçar
Paulo Roberto Gaefke
Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.
Chorou muito?
Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.
Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o “Amor”.

Torres del Paine

Postado em Milamarian em Janeiro 16, 2008 por sabrinabenites
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Torres del Paine
Milamarian
 
 
Paradise_silhouette, cushion of mountains and brooks
at the last frontier caravelwrecked over water in cold
under clear_moist mists, sweet_soft precious stone
from the pure Nature, palace in open doors.
 
 
Infinite of meadows wrapped by fog that reveals
rheas running over the cordillera in gracefulness
two incongruous and vertically towers in perfect sight
in sweet and pleasant sphere harmony, you rise.
 
 
Painting in green_emmerald, the top of your mounts
in contrast with the greenish-blue from melting pond
a fall of water_sand, as a garland done,
 
 
and in glorious firmament, trace of much nobleness
 you touch the crystal of clouds drawed in calmness
defiling with elegance to winds in turbulence.

The Cameo

Postado em Milamarian em Janeiro 16, 2008 por sabrinabenites
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The Cameo
Milamarian
At the fountain of this saws
With a sight of pure rain
From this shelter interlaced to rose
Suffering among green ivies.
Cameo! From my soul you already dress yourself
Absorbing of this wicked source
Bunches of nectar from golden honeycombs
Hidden between cypresses.
You came from the blue of the horizon
Floating in love verses
Golden calamus of the West,
However, locked jewel in my chest
Precious diamond from this dawn
Sea of Love…where I cross over.

Virtudes teologais

Postado em Tarcísio R.Costa em Janeiro 16, 2008 por sabrinabenites
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VIRTUDES TEOLOGAIS
Tarcísio R. Costa
Hoje me vi num espelho,
Olhei-me de pertinho,
Achei-me meu olhar
Diferente, triste…
Não sinto na minha alma
O que o espelho me mostra,
Dizem que a alma não envelhece,
Só corpo padece…
Essas dúvidas provocam frustração,
Em alguns a tristeza, noutros depressão,
Mas, parece que não adianta reclamar,
Deve-se, então o espelho evitar?
Uma sugestão é tentar acreditar
Que envelhecer é o privilégio
De se viver mais.
Não é bom nos auto-enganar,
Sim, evidenciarmo o que temos de positivo,
Sem nos envolvermos em fantasias,
Porque elas são fugazes,
E conflita com a realidade
Quando formos em busca da verdade…
Nesse momento só prevalece a razão.
Mas tudo é muito confuso,
Em nossos derredor,
Há uma descabida agitação
Nos conflitos da tecnologia,
Onde não há razão e nem emoção,
O homem foge da espiritualidade
Ao viver em busca da velocidade,
Como se isso fosse solução
Para a essência da vida…
Meus versos contrariam
Os meus princípios que são apoiados na fé…
Pensando bem, a fé pode ser solução,
Devemos, diante disso, então,
Reler os preceitos e nos entregarmos à oração,
Virá o alívio pela fé, esperança e caridade,
Que são as virtudes teologais…
Ao serem aceitos esses preceitos
Criar-se-ão na nossa mente, novos conceitos,
Haverá, então, a aceitação da realidade,
O fruto será a felicidade e o prazer de viver,
Sem o medo da verdade.
 

Hoje

Postado em Alejandro V.Lima em Janeiro 14, 2008 por sabrinabenites
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HOJE *
ALEJANDRO J. L. VARGAS
 
Os ponteiros marcaram por todo o sempre aquela hora;
quando o primeiro dourado raio de sol aos olhos nasceu!
Aquele maravilhoso dia,  baixo o céu azul tal como agora,
Aconteceu que a mais bela adormecida,  à vida acordou.
E foi nesse primeiro dia que veio ao mundo a total poesia.
Nas pétalas de rosas,  em cada flor,  renascendo cada dia.
Vestindo  de cores as aguarelas… nua  poemas escreveria,
e em musa de poetas… e na própria poesia se converteria.
Navegou essa estrela entre jardins e seu aroma respirou.
Em mar e serras… em toda a terra, sua poesia espalhou,
interpretando notas de fado no piano, sua melodia toucou
dedilhou à alma da guitarra portuguesa e de alegria chorou.
Hoje no orvalho do hemisfério norte na serena invernada.
Desde que Vénus apareça no horizonte nascente qual fada,
Ao último segundo deste dia de Janeiro, até a madrugada,
Esta data… dia treze, de sol à lua será de alegria celebrada!
  

Amar… é sublime amar!

Postado em Lúcia - LMS em Janeiro 14, 2008 por sabrinabenites
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Amar… É Sublime Amar!
*Lúcia – Lms*
 
Pode não ser fácil amar
mas gostoso é para nossa alma…
Implica em doação, carinho, paciência,
tolerância, bom humor
e boa vontade…
Reflete de nosso íntimo
o querer “se doar”,
fazer o outro feliz,
e ser feliz ao ver
a felicidade,
em outros olhos a brilhar…
Dedicar-se com carinho
fazendo ao ser amado,
o que gostaríamos de receber…
Sem cobranças,
sem segundas intenções,
apenas pelo prazer de dar…
Simplesmente por Amar!
Ser braços que acolhem,
peito que aconchega…
Mãos que, em ternura,
confortam e acariciam…
Mãos que falem
na sua linguagem muda
os sentimentos
que da alma transbordam,
transmitindo com doçura,
o amor,
a ternura…
Beijos ofertados
despertando emoções…
Brotando do nosso íntimo
a mais linda das paixões!
Ah! Como  é bom Amar!
Amar…
É tão sublime Amar!

Anéis de Saturno

Postado em Milamarian em Janeiro 11, 2008 por sabrinabenites

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Anéis de Saturno
Milamarian
 
 
 
Anéis mesclando em finos beirais
mar ao céu, fogo à terra em véu
espalhando na esfera doce mel
cascateiam minh’alma em cristais.
 
 
Espiralando a seara em luminária
lavam a serra em labareda de vulcão
um lago nos trigais sem sim e não
numa despedida qual triste ária.
 
 
Sorvo em teus elos a última utopia
que antecede os meus passos
por novas vertentes em romaria,
 
 
deixando-me guiar nesta maresia
esta ida a outro tempo_espaço
numa mescla de tristeza e alegria.
 
 

Noites de poesia…

Postado em Tonho França em Janeiro 11, 2008 por sabrinabenites
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Noites de poesia….
Tonho França
 
Tenho nas mãos uma lua, e duas moedas antigas
Brinco de jogar pedrinhas
A noite não me traz nenhuma promessa
Sei onde deixei minhas preciosidades
(Poucas e verdadeiras relíquias _ sentimentos)
E que alcançá-las, não posso mais.
Já não me pertencem
 
O tempo não é senhor de tudo
O tempo não apaga tudo
Até muda o humor das marés, dos homens
Cercas e soberanias, domínios e propriedades
Envelhece aquilo que lhe é permitido envelhecer
 
mas há pinturas em minha pele
Há segredos nos meus olhos,
Há muita coisa em meu coração
Intangíveis, por isso minhas
E só minhas são.
E só minhas são.
E com elas, em noites de poeta e poesia
Brinco de jogar pedrinhas
Com duas moedas antigas
E a lua que tenho nas mãos
O tempo?
Que passe ou não
Por mim em vão.

Escuta!

Postado em Jose Geraldo Martinez em Janeiro 11, 2008 por sabrinabenites
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Escuta!
José Geraldo Martinez
Moça, que neste momento dormes por aí,
nas terras longínquas da desilusão,
Entre lágrimas frias que te tocam o rosto,
em tua infinita escuridão.
Escuta!
Dá-me tua mão?
 Coloca-a sobre o peito sofrido,
abraça-te o próprio corpo desvalido,
como se abraçasses o coração!
Ama-te acima de tudo!
Ainda que a dor fira a tua alma profundamente.
Abre tua janela, olha na amplidão…
Percebes o vento?
Sentes?
Tenho para ti uma proposta!
Já te olhaste no espelho
o quanto linda tu és?
Espia-te, digo a verdade,
da cabeça aos pés!
Incomoda-te o tempo?
A inevitável força da gravidade?
Envelhecer, moça, também é bonito…
É a pura verdade!
Não deu certo um amor?
Teus sonhos, somente os pedaços?
Perdeste alguém tão querido?
O rumo antes certeiro dos teus passos?
Quantos não morreram mil vezes?
Perdi as contas de quanto eu morri…
Amigos que de mim partiram,
filhos que, para o mundo, eu perdi!
Amores? Nem te conto!
Ah! Quantos planos eu fiz!
Na grande lousa dos amigos confiáveis,
seus nomes… escrevi em apagável giz!
Morri muitas vezes,
nasci tantas outras!
Enterrei um filho…
Mãe e pai!
Às vezes, até me pergunto:
morrerei quantas vezes mais?
Ganhei dinheiro e perdi…
Troquei, qual roupa, a religião!
Por quantas altares eu me curvei,
em infinitas orações…
Construí castelos de areia
que a primeira onda os carregou!
Quantas portas a mim se fecharam
e quantas Deus, a chave de outras,
me entregou…
Voltemos à proposta?
Ainda hoje, esquece os temporais!
Despe-te de velhas sombras
que o passado não torna mais…
Ama-te agora!
Amores existem para serem vividos…
Não tenhas medo de uma paixão,
o risco é sempre dividido!
Ganhar ou perder faz parte da vida!
Escuta:
se ainda assim, mais uma vez, morrer…
Em quantas outras estarás renascida?
Coloca a melhor roupa.
A maquiagem que mais destaca o teu olhar.
O perfume que mais te agrada,
já saíste para dançar?
Reciclaste os amigos?
Tenta!
Um amor reprimido?
Experimenta!
Pega o telefone, alguém pode estar
esperando!
Já olhaste à tua volta?
Quem sabe o teu verdadeiro amor
está passando?
Experimentaste?
Por que tu não cantas no banheiro?
Sim! Liberta o estresse, sabias?
A água morna do chuveiro!
Quem disse que tu estás velha?
Ou velho não pode amar?
Tua alma não tem idade ou não sabias?
É o que tu podes para o eterno levar!
Enquanto isto…
Já provaste um beijo de língua?
De preferência com sorvete de pistache?
Nos dias de frio, que tal um bom filme?
Ainda melhor com uma boa erva-mate!
Ler um bom livro,
tirar velhas receitas das gavetas!
Amigas para um bom papo,
jogar fora conversas bestas?
Não gostas de bichinhos?
Um gatinho, cachorrinho, passarinho?
Que tal cultivares algumas flores?
Pintar dá um prazer danado,
brincar um pouco com as cores!
Ter fé é fundamental!
Agradecer a Deus, com alegria!
Não é para todos a vida que abre
em cada amanhecer…
Muitos não têm um outro dia!
Escuta!
A chuva cai mansa no telhado…
Existe um sol no amanhã que adoraria
fazer o teu corpo bronzeado!
Praias brancas, com céu azul.
Estradas que levam a mil caminhos…
Um pé de chinelo faltando o outro,
igual ao teu, sozinho!
A vida está aí!
Basta que tu queiras vivê-la!
De resto, é pueril tudo que sofremos,
um dia passa…
Achar que tudo acabou, besteira!

Meu grito de liberdade

Postado em Zulay Vargas em Janeiro 10, 2008 por sabrinabenites
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Meu grito de liberdade
Zulay Vargas
Silenciei toda uma vida
meu grito de liberdade
sufocando-o em meu peito
atadas as minhas vontades
E a vida sorrateira
foi sempre exigindo mais
sem se importar com meus sonhos
deixando-me para trás
A ela fui lhe entregando
coração, mente e a vontade
fazendo o que era preciso
calando as minhas verdades
A cada batalha vencida
o mérito era da vida
e em as batalhas perdidas
a culpa era sempre minha.
Mas hoje eu grito tão forte
ecoa o meu sonho ausente
da liberdade conquistada
e da solidão presente.

Menino sapeca levado da breca

Postado em Augusta Schimidt em Janeiro 10, 2008 por sabrinabenites
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Menino sapeca levado da breca
Augusta Schimidt
Menino sapeca
Levado da breca
Feliz e contente
Sorriso nos lábios
É um amigão.
É amigo de todos e de tudo
Das folhas,
Das flores,
Dos animais,
Dos rios e correntezas,
Das matas e coqueirais,
Das pessoas que vivem nas vilas…
E o que se pode querer mais?
Menino sapeca não pára
Bolinhas de gude na mão
Canequinha com bolhas de sabão,
Pipa no ar
Bola no pé
É tudo que o menino quer.
Na escola nunca se enrola,
Faz tudo que a professora quer
Tem boas notas
Sabe ler, escrever,
Sabe até cantar em inglês !
Menino sapeca
É menino querido
E quando crescer
Vai ser muito sabido.
Meu querido menino sapeca
Quero que você saiba
Que lhe tenho no coração
Nunca perca a esperança na vida
Lute sempre!
Vá em frente!
E seja campeão.

Mulher inteira

Postado em Antonio Sanches em Janeiro 10, 2008 por sabrinabenites
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MULHER INTEIRA
Antonio Sanches
Dormi pensando em você
mas não digo o que sonhei
melhor do que o que se vê
é o sonho que guardarei.
Foi longa e gostosa a noite
tão bela como a tua imaginação
e desde que teu pensamento se afoite
sentirás a verdadeira emoção.
Basta teres a coragem
de soltar os desejos retidos
e verás a voragem
que usei nos meus sentidos.
Não sabes o que responder
ficaste envergonhada
só porque estavas a esconder
a vontade aprisionada.
Vá solta o que sentes
suaviza a tua alma
dá teus gritos estridentes
para depois sentires a calma.
Agora que já sabes
és aquela que soltaste
e dentro de ti já não cabes
na forma que revelaste.
Solta livre e verdadeira
és muito mais bela
ficas uma mulher inteira
e não o que mostravas dela.

E Ele por amor te fez justo para mim…e ela por e para teu amor nascera…

Postado em Alejandro V.Lima, Milamarian em Janeiro 9, 2008 por sabrinabenites
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E Ele por amor te fez justo para mim…
E ela por e para teu amor nascera…
Alejandro J. V. Lima
Milamarian
Anjo, feita por e para mim,  tua imagem e semelhança
misteriosa deusa, gueixa delicada, Eva na tua perfeição
o que um homem sonha ter, entre milagre e esperança
amor, paixão, doçura e beleza…obra de arte da criação.
E nascera ela, sonhando sonhos de estrela qual criança
pincel nos céus, arco-íris de amor em brumas de algodão
onde o guerreiro à espera deitaria o leque junto à lança
e no firmamento, lua e sol, duas cadentes, uma oração.
Tomou a tinta azul céu na frescura pura do amanhecer
para desenhar o esboço de teu lindo corpo de mulher
analisando o que nos meus desejos queria eu poder ter
e te fez a imagem e semelhança do que agora posso ver.
Sorrira o sorriso do poente, seria orvalho no alvorecer
para os olhos dele, a seiva e sementes poder absorver.
Num delineio seria a curva em um só arco a percorrer
e ele, nos côncavos e convexos deitar e permanecer.
Tomou das suaves brisas a calidez que chegou do leste
para desenhar teu coração com uma mistura de oriente
e que tua alma doce fosse qual manancial de uma fonte
assim entre teu mundo e o meu, unir ambos numa ponte.
Incensara o perfume e o vermelho da flor e do cipreste
adocicados nos verdes campos onde o sol se esconde
e do alto da serra recolhera então o amarelo horizonte
para entregar assim a ele, o norte-sul, de leste a oeste.
Tomou das brancas nuvens o mais puro para desenhar
o alegre e meigo sorriso, tal á forma que terias de amar
de seus veios o vermelho diluído em mel para tua boca
e do sol fez a tua pele, que todos vem mas ninguém toca.
Sorvera cada gota, cada nota daquelas acácias a cantar
a melodia que ensinasse a ela, somente a ele conjugar
um verbo e um só nome forrando em néctar a redoma
onde seus cálices transbordariam da madeira o aroma.
Tomou o brilho das estrelas para iluminar teus belos olhos
para a frescura da tua face, os raios da lua cheia e sem fim
e da noite o negro obscuro em teu cabelo qual meus sonhos
para que assim ficasses criada e feita justamente para mim.
Vestira o véu de seda e o canto solto daquele rouxinol
pois dele ela seria, de alma nua, limpa e transparente
e em cada noite e dia, entre dois sustenidos e um bemol
tão somente daquele, senhor e dono de suas vertentes.

O ressurgir da verdade

Postado em Tarcísio R.Costa em Janeiro 9, 2008 por sabrinabenites
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O RESSURGIR DA VERDADE
Tarcísio R. Costa
A sonoridade ecoava ao longe… Era um violino
Seguido por um flautim de som triste, oriental…
Desabava uma indescritível saudade, tal
Como se estivesses a ressuscitar um carinho…
Era a festa da volta tristonha do passado…
Olhares lacrimejantes, de chorosa saudade,
A encontrarem nas sendas do passado, a verdade,
Num testemunho de que nem tudo estaria acabado.
Eclode como raios abençoados, a alegria…
O sol renasce e, com ele, uma nova realidade,
Extingue-se na penumbra, rastros da nostalgia.
Nesse momento sagrado ressurge a verdade,
É o som melodioso dos pássaros, em sinfonia,
A inundar os corações de renascida saudade…