Cristaleira

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Cristaleira
Milamarian
Passa pelas vidraças a espuma e flutua
nos ares desta sala sem sequer definição
cinzentas nuvens que descem ao chão
e no tapete se esvaem sob a luz da lua.
Esquece-te cristaleira d’outras memórias
os abalos soltos nas neblinas passageiras
quando guardaste as lágrimas da cerejeira
reverte as cores, dores não são mais história.
Resvala as sombras, grafa e debrua agora
aquela flor que aos mares súbito lançara
lilases tons em doces prelúdios  à aurora
resistindo o perfume aos ventos uivantes
nas colinas adormecidas e assim revigorara
os vitrais de tristeza não mais relutantes.
Japão em 31 de maio de 2007.
 
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