Archive for the Alejandro V.Lima Category

Hoje

Posted in Alejandro V.Lima on janeiro 14, 2008 by sabrinabenites
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HOJE *
ALEJANDRO J. L. VARGAS
 
Os ponteiros marcaram por todo o sempre aquela hora;
quando o primeiro dourado raio de sol aos olhos nasceu!
Aquele maravilhoso dia,  baixo o céu azul tal como agora,
Aconteceu que a mais bela adormecida,  à vida acordou.
E foi nesse primeiro dia que veio ao mundo a total poesia.
Nas pétalas de rosas,  em cada flor,  renascendo cada dia.
Vestindo  de cores as aguarelas… nua  poemas escreveria,
e em musa de poetas… e na própria poesia se converteria.
Navegou essa estrela entre jardins e seu aroma respirou.
Em mar e serras… em toda a terra, sua poesia espalhou,
interpretando notas de fado no piano, sua melodia toucou
dedilhou à alma da guitarra portuguesa e de alegria chorou.
Hoje no orvalho do hemisfério norte na serena invernada.
Desde que Vénus apareça no horizonte nascente qual fada,
Ao último segundo deste dia de Janeiro, até a madrugada,
Esta data… dia treze, de sol à lua será de alegria celebrada!
  
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E Ele por amor te fez justo para mim…e ela por e para teu amor nascera…

Posted in Alejandro V.Lima, Milamarian on janeiro 9, 2008 by sabrinabenites
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E Ele por amor te fez justo para mim…
E ela por e para teu amor nascera…
Alejandro J. V. Lima
Milamarian
Anjo, feita por e para mim,  tua imagem e semelhança
misteriosa deusa, gueixa delicada, Eva na tua perfeição
o que um homem sonha ter, entre milagre e esperança
amor, paixão, doçura e beleza…obra de arte da criação.
E nascera ela, sonhando sonhos de estrela qual criança
pincel nos céus, arco-íris de amor em brumas de algodão
onde o guerreiro à espera deitaria o leque junto à lança
e no firmamento, lua e sol, duas cadentes, uma oração.
Tomou a tinta azul céu na frescura pura do amanhecer
para desenhar o esboço de teu lindo corpo de mulher
analisando o que nos meus desejos queria eu poder ter
e te fez a imagem e semelhança do que agora posso ver.
Sorrira o sorriso do poente, seria orvalho no alvorecer
para os olhos dele, a seiva e sementes poder absorver.
Num delineio seria a curva em um só arco a percorrer
e ele, nos côncavos e convexos deitar e permanecer.
Tomou das suaves brisas a calidez que chegou do leste
para desenhar teu coração com uma mistura de oriente
e que tua alma doce fosse qual manancial de uma fonte
assim entre teu mundo e o meu, unir ambos numa ponte.
Incensara o perfume e o vermelho da flor e do cipreste
adocicados nos verdes campos onde o sol se esconde
e do alto da serra recolhera então o amarelo horizonte
para entregar assim a ele, o norte-sul, de leste a oeste.
Tomou das brancas nuvens o mais puro para desenhar
o alegre e meigo sorriso, tal á forma que terias de amar
de seus veios o vermelho diluído em mel para tua boca
e do sol fez a tua pele, que todos vem mas ninguém toca.
Sorvera cada gota, cada nota daquelas acácias a cantar
a melodia que ensinasse a ela, somente a ele conjugar
um verbo e um só nome forrando em néctar a redoma
onde seus cálices transbordariam da madeira o aroma.
Tomou o brilho das estrelas para iluminar teus belos olhos
para a frescura da tua face, os raios da lua cheia e sem fim
e da noite o negro obscuro em teu cabelo qual meus sonhos
para que assim ficasses criada e feita justamente para mim.
Vestira o véu de seda e o canto solto daquele rouxinol
pois dele ela seria, de alma nua, limpa e transparente
e em cada noite e dia, entre dois sustenidos e um bemol
tão somente daquele, senhor e dono de suas vertentes.

A Dama da Rosa- Dama da Rosa, Rainha

Posted in Alejandro V.Lima, Milamarian on dezembro 29, 2007 by sabrinabenites

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A DAMA DA ROSA/DAMA DA ROSA, RAINHA
Milamarian/Alejandro V.Lima
 
 
Em frente ao espelho dispo a seda
alheia à face que reflete saudade
nas tristes horas em total nulidade
do perfume vestido na alameda.
 
Aproximas-te olhando-me, tiras a tiara e despes a seda
passo felino, olhar de gazela, figura de real majestade
não sei se és sonho em véus ou a mais bela realidade
como a Vénus de Botticelli emerges qual pérola ou fada
 
Senhora que sou nem mesmo de mim
atravesso as cortinas e me desfaço
pois o aroma deitado naquele terraço
sangra a dor da tua ausência sem fim.
 
Dama da Rosa, dona e senhora de todo e de mim
olhar-te és sentir como se funde ante o fogo o aço
e ao mirar-me nesses olhos asiáticos me queimo e abraso
tristeza em tua ausência e ao regresso alegria sem fim.
 
Metade de dois, dois menos um
sou vazio na ânsia de ir e voltar
sou o zero! sem ti… sou nenhum.
 
Soma de um e um, nós, só teu amor e mais nenhum
te procurei de mil formas e em todas até te encontar
hoje ímpar que forma o par, ante Deus, e todo algum
 
Dama que nas manhãs ainda chora
sou rainha sem rei nas tardes a esperar
a rosa vermelha do hoje e agora.
 
Dentre todo império, és e serás a bela Dama da rosa
soberana entre soberanas, sou um subdito a tua espera
rainha de toda a poesia, dama dona, ama e senhora.
 
Japão – 23.12.2006
Portugal – 24.12.2006