Archive for the Jorge Humberto Category

Liberdade palavra vã

Posted in Jorge Humberto on janeiro 19, 2008 by sabrinabenites

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LIBERDADE… PALAVRA VÃ
Jorge Humberto
 
 
Neste mundo insano, esperasse que a liberdade
Tome em mãos as rédeas soltas sem ansiedade
Co toda a determinação que apraz aqui registrar
Para que nova condição, possamos comemorar.
 
Nada será feito de ânimo leve mas co humildade,
Refreando nossas venturas nossa gran inimizade
Pelo que nunca foi nosso tentando então usurpar
Aos outros todas as nossas pretensões sem lutar.
 
A liberdade de um está aí onde começa a do outro,
De respeito é feita, trocando ideias e novos ideais,
Se assim não nos comportamos tudo será já morto.
 
Jogar fora toda a insignificância, assaz mesquinhez
Que mais não faz que para todos pareçamos irreais
Porque a cobiça é a madrasta de toda a insensatez.

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Palavras nefastas

Posted in Jorge Humberto on janeiro 4, 2008 by sabrinabenites

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PALAVRAS NEFASTAS
Jorge Humberto
 
 
 
Num casal tem de haver sempre bom senso,
Acreditarem como se aí nada mais restasse,
Pois sempre haverá desdita, o contra-senso,
Que aos próprios ofendidos dele já bastasse.
 
Injúrias e falsas questões levantadas, penso
Serem ali trazidas por gente, que arrastasse
Atrás de si um pueril e agastado negro lenço
E onde o mal dizer e a inveja, acolá deitasse.
 
Aprendo hoje que não devemos ter afinidade
Com ninguém e em tudo sermos reservados,
Pra que não suceda angústia ou calamidade.
 
No entanto, o Universo, quis-me só verdade,
E os outros, logrando, aí versos descurados,
Tiram proveito de mim, de minha humildade.

Ostentação

Posted in Jorge Humberto on novembro 23, 2007 by sabrinabenites

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OSTENTAÇÃO
 

O ciúme e a inveja são filhos dos recalcados,
A tudo põe defeito, a ninguém o devido valor,
Na sua pequenez só temem ser expurgados,
Para os confins do vil inferno mais abrasador.
 
Sua cegueira é tanta que se há uma novidade
Com que mostrar a vizinhos e demais parentes,
Atarefados se mostram e escondem a raridade,
Em tudo se assemelhando a pobres dementes.
 
Fecham suas casas, janelas com todo o afinco,
Julgando-se coitados viver num mundo distinto,
Onde nada os atinge, presunçosos de sua valia.
 
A ninguém dirigem palavra ou sorriso contagioso,
Vivendo suas vidinhas de seu modo mais penoso
Mostrando à sociedade a sua gran e vã covardia.
 
Jorge Humberto
22/11/07