Archive for the Jorge Linhaça Category

Inquietude

Posted in Jorge Linhaça on janeiro 8, 2008 by sabrinabenites
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INQUIETUDE
Jorge Linhaça
 
Redemoinhos num céu de estrelas,
buracos negros, no cosmo, abertos
galáxias distantes,rumo incerto,
fadários da vida em mil teias.
 
Brilho de sóis, agora moribundos,
arco-íris em preto e em branco,
N’alma a dor do eterno espanto,
nos braços os ferimentos profundos.
 
Voa a nave no vácuo sideral…
quem sabe qual será o seu destino?
Abrirá-se na alma um portal?
 
Desfarão-se os seus desatinos?
Ou se perpetuará o seu mal,
estendendo para além seus domínios?
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O pégasus e a unicórnio

Posted in Jorge Linhaça on dezembro 21, 2007 by sabrinabenites
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O PÉGASUS E A UNICÓRNIO
Jorge Linhaça
 
Asas abertas, o pégasus aterrisa,
a Unicórnio, com pés firmes no chão,
dois seres fantásticos se encontram,
a força do amor se eterniza.
 
Diferenças pequenas nas formas,
 modificados pela magia do tempo.
o pégasus os céus, ágil,  contorna,
com suas asas abertas ao vento…
 
A unicórnio cavalga nos bosques
o seu chifre pleno de magia…
viaja dimensões num único toque
torna realidade suas fantasias.
 
O amor é o liame que os pode unir…
as diferenças  que podem os afastar,
 são tão poucas, por que insistir,
e deixar o amor sepulto no mar?
 
Vale mais ver as semelhanças,
que são tantas, e incontestáveis:
Dançar do amor a eterna dança,
viajar por terras inimagináveis
 
São tantas semelhanças aparentes,
tanto é o que os aproxima…
ambos trazem em si o amor latente;
ambos são criações divinas…
 
E o fruto desse amor…que estupendo
Da fusão de duas almas amantes,
um unicórnio alado crescendo
para singrar universos distantes.
 
Ah…sonha poeta, já rompe o dia,
sonha livre fugindo da tua dor,
Unicórnios alados…doce fantasia,
um ser nascido da força do amor.

Oração ao anoitecer

Posted in Jorge Linhaça on novembro 29, 2007 by sabrinabenites

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ORAÇÃO AO ANOITECER
Jorge Linhaça
 
Rasga os olhos o sentido pranto,
rompendo o véu das aparências,
derrama-se em lágrimas a consciência
no silêncio profundo, sacrossanto.
 
As velas acesas na iminência,
de adentrar a alma ao espanto,
invadindo a cada recanto
que sofre a dor de uma ausência.
 
Chamas que ainda bruxuleiam,
oração elevada ao anoitecer…
desejos qu’ alma não pode conter,
beijos que seus lábios anseiam.
 
A indecisão envolve o seu ser,
e se as lágrimas os olhos ponteiam,
ainda resta no peito a centelha
do amor, brasa que insist’em arder.

As teias da vida

Posted in Jorge Linhaça on novembro 23, 2007 by sabrinabenites

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AS TEIAS DA VIDA
Jorge Linhaça

Nos caminhos desta vida,
entre as rosas e os espinhos,
voamos tal e qual borboletas.
Asas livres ao vento;
peito aberto- sem medo-;
visitamos as flores em busca de néctar,
fecundamos jardins com o pólem
que se prende em nossas patas.
Voamos…ah como voamos…
Sonhamos,
Acreditamos
Esperamos..
Mas, em meio o belo jardim,
entre rosas e margaridas,
finas teias , tecidas de sinas,
vem por vezes nos enredar.
São tantas malhas fiadas,
teias largas, redes finas;
prendemo-nos aos sentimentos,
Amor
Mágoas
Decepções
– Ódio talvez-
Ilusões!
Nos debatemos , buscando a liberdade,
e quanto mais nos debatemos
mais as asas prendemos;
nossas forças se evadem!
Parecemos fadados à morte,
não haver mais salvação…
A aranha de quelíceras afiadas
aproxima-se inclemente.
Extinguem-se os sonhos e as esperanças.
Mas eis que o milagre acontece:
Em meio a um facho de luz,
surge de lá o Jardineiro!
Aos poucos e delicadamente
liberta-nos dos fios a nós aderidos.
Desfaz a teia que nos aprisiona;
nossas asas cansadas, já sem forças,
-agora rasgadas de nosso debater-
repousam na palma de sua mão.
Recuperamos as forças – devagar…
nossas asas se agitam suavemente
ao ritmo de nossa respiração.
Aos poucos ganhamos forças,
alçamos vôo
ganhamos o céu!
Voamos ainda temerosos,
lembranças vívidas da dor,
do medo, da angústia…
voamos…ah, como voamos,
sorvemos néctares
beijamos flores…
E o ciclo da vida
se repete enfim.