Archive for the Jose Geraldo Martinez Category

Saudade de ti!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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SAUDADE DE TI!
José Geraldo Martinez
Meu amor, quanta saudade eu tenho…
Das fugazes horas em algum quarto,
do riso fácil e das alegria miúdas,
nos dias de vento, nas tardes de chuva…
Da covinha que tinhas…
Quando sorrias sem medo!
Olhando a mim, quase um besta,
colocando flores em tua cabeça!
Gostava de molhar os pés…
Ainda que molhasse a barra do teu vestido!
Aos joelhos o trazia,
caminhando pelos igarapés perdidos…
Quanta saudade eu tenho…
Dos beijos que tu me davas!
Qual droga a me fazer loucuras,
sem antes me deixar tonturas…
O céu girava azul…
Ainda com o sol a me queimar o rosto!
No abraço feliz ao amor que tu me davas,
no peito onde tu te aninhavas deste moço!
Quanta saudade eu tenho…
Do cheiro que trazia nos cabelos!
De teu ventre de pêssego, de tua vulva e pêlos…
Saudade de ti, inteira!
Desta sem fim e arredia…
Que aniquila um homem aos poucos,
no ócio de suas horas vadias!
Saudade de ti, amada minha!
De teus olhos com sono…
Da entrega do teu corpo em meu colo, num feliz abandono!
De tuas mãos a deixarem meus cabelos em desalinho…
Faziam-me sonhar, ainda mais te amar,
dobrar os meus joelhos com teus carinhos!
Curvar a teus pés!
Rendido ao amor que tu me davas, absolutamente pleno…
Com a alma que tu entregavas!
Saudade dos teus seios…
Onde meu nome em medalhinha,
numa fina correntinha,
tu ainda tinhas entre meio!
Saudade tanta, tanta…
Que sou minguante a cada segundo!
Ah! Pudesse eu tornar passado…
Voltar ao nosso mundo!
Fiquei com esta horrível sensação,
mesmo que velho esteja agora…
Que tu ainda estás no passado e
o futuro é quem me trouxe embora!
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O amante!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 20, 2008 by sabrinabenites
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O AMANTE !
José Geraldo Martinez 
 
 
Eu te espero, senhora,
Devasso, louco e santo,
Com minhas tantas auroras
despertas com meu pranto!
 
Sou, de ti, amante!
Aquele que guardas secreto,
no coração…
Sou para muitos, um errante,
vendedor de pura ilusão!
 
Mas, o que há de ser a vida ,
Se não um grande picadeiro
circense…
O que há de ser o corpo que te entrego,
Se amanhã a morte o leva, de repente,
Como há de levar teu gozo…
Teus murmúrios e gemidos!
O teu trajar glamuroso,
a esconder teus seios atrevidos…
 
E, por que choro, em tantas auroras?
É por ti, cujo mundo cobra tanta postura!
Quando te lembras, vais embora…
Em tua via-crucis, à clausura!
 
E, não voltarão os minutos desperdiçados,
Nos momentos de nossa separação!
Apenas as lembranças de nossos corpos suados,
entregues ao frescor do chão…
 
Ainda que tu não saibas,
seremos de toda uma sociedade,
os culpados!
Mesmo que tu não creias,
Por estes homens julgados!
 
Se ainda duvidas,
cuidado!
Neste século, ainda dos brutos,
Apedrejados!
 
Ainda assim eu te espero,
em minhas auroras perdidas…
Apesar da tua inconstante presença!
És tu, afinal, que o santo profana
e teu corpo o amante,
reinventa!

Minha vida!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 17, 2008 by sabrinabenites
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MINHA VIDA!
José Geraldo Martinez
Minha vida,
carrego-a, com minhas tantas histórias!
Dentre elas, algumas lágrimas doloridas,
Chegadas e partidas…
Derrotas e vitórias!
Por seus caminhos, espinhos e flores…
Fracassados amores, saudade e solidão!
O lugar de um trono mais alto,
a dureza cruel de um chão!
Minha vida, carrego-a leve, apesar…
Também tenho o conforto dos amigos,
O sorriso dos filhos,
Alguém sempre a me esperar!
Os olhos de minha mãe!
O afago de suas mãos…
O beijo que a tudo acalma,
Em qualquer réstia de solidão!
Até as flores que plantei em
meu quintal…
Esperam-me com perfume e beleza!
O latido feliz do meu cão,
Abanando o rabinho, com certeza!
Tenho as noites para minhas preces.
Meu diálogo freqüente com Deus!
As manhãs douradas para um recomeço,
Após tropeço em qualquer pedra que a vida
me ofereceu…
Ainda tenho meu pai,
Com todo ombro que pode me oferecer!
O neto que chega em casa tagarela,
Reforçando minha vontade de viver!
Minha vida, só hei de entregá-la
quando obrigado for!
Ainda que pese sobre mim qualquer idade,
qualquer enfermidade, qualquer dor…
Partirei com o sorriso mais feliz
de um morimbundo!
 Carrega-la-ei, sem medo!
Fiz-me guerreiro por esse mundo
E quando a abracei,
Foi em paz!
Só amei, só amei, só amei…

Escuta!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 11, 2008 by sabrinabenites
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Escuta!
José Geraldo Martinez
Moça, que neste momento dormes por aí,
nas terras longínquas da desilusão,
Entre lágrimas frias que te tocam o rosto,
em tua infinita escuridão.
Escuta!
Dá-me tua mão?
 Coloca-a sobre o peito sofrido,
abraça-te o próprio corpo desvalido,
como se abraçasses o coração!
Ama-te acima de tudo!
Ainda que a dor fira a tua alma profundamente.
Abre tua janela, olha na amplidão…
Percebes o vento?
Sentes?
Tenho para ti uma proposta!
Já te olhaste no espelho
o quanto linda tu és?
Espia-te, digo a verdade,
da cabeça aos pés!
Incomoda-te o tempo?
A inevitável força da gravidade?
Envelhecer, moça, também é bonito…
É a pura verdade!
Não deu certo um amor?
Teus sonhos, somente os pedaços?
Perdeste alguém tão querido?
O rumo antes certeiro dos teus passos?
Quantos não morreram mil vezes?
Perdi as contas de quanto eu morri…
Amigos que de mim partiram,
filhos que, para o mundo, eu perdi!
Amores? Nem te conto!
Ah! Quantos planos eu fiz!
Na grande lousa dos amigos confiáveis,
seus nomes… escrevi em apagável giz!
Morri muitas vezes,
nasci tantas outras!
Enterrei um filho…
Mãe e pai!
Às vezes, até me pergunto:
morrerei quantas vezes mais?
Ganhei dinheiro e perdi…
Troquei, qual roupa, a religião!
Por quantas altares eu me curvei,
em infinitas orações…
Construí castelos de areia
que a primeira onda os carregou!
Quantas portas a mim se fecharam
e quantas Deus, a chave de outras,
me entregou…
Voltemos à proposta?
Ainda hoje, esquece os temporais!
Despe-te de velhas sombras
que o passado não torna mais…
Ama-te agora!
Amores existem para serem vividos…
Não tenhas medo de uma paixão,
o risco é sempre dividido!
Ganhar ou perder faz parte da vida!
Escuta:
se ainda assim, mais uma vez, morrer…
Em quantas outras estarás renascida?
Coloca a melhor roupa.
A maquiagem que mais destaca o teu olhar.
O perfume que mais te agrada,
já saíste para dançar?
Reciclaste os amigos?
Tenta!
Um amor reprimido?
Experimenta!
Pega o telefone, alguém pode estar
esperando!
Já olhaste à tua volta?
Quem sabe o teu verdadeiro amor
está passando?
Experimentaste?
Por que tu não cantas no banheiro?
Sim! Liberta o estresse, sabias?
A água morna do chuveiro!
Quem disse que tu estás velha?
Ou velho não pode amar?
Tua alma não tem idade ou não sabias?
É o que tu podes para o eterno levar!
Enquanto isto…
Já provaste um beijo de língua?
De preferência com sorvete de pistache?
Nos dias de frio, que tal um bom filme?
Ainda melhor com uma boa erva-mate!
Ler um bom livro,
tirar velhas receitas das gavetas!
Amigas para um bom papo,
jogar fora conversas bestas?
Não gostas de bichinhos?
Um gatinho, cachorrinho, passarinho?
Que tal cultivares algumas flores?
Pintar dá um prazer danado,
brincar um pouco com as cores!
Ter fé é fundamental!
Agradecer a Deus, com alegria!
Não é para todos a vida que abre
em cada amanhecer…
Muitos não têm um outro dia!
Escuta!
A chuva cai mansa no telhado…
Existe um sol no amanhã que adoraria
fazer o teu corpo bronzeado!
Praias brancas, com céu azul.
Estradas que levam a mil caminhos…
Um pé de chinelo faltando o outro,
igual ao teu, sozinho!
A vida está aí!
Basta que tu queiras vivê-la!
De resto, é pueril tudo que sofremos,
um dia passa…
Achar que tudo acabou, besteira!

Este coração!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 3, 2008 by sabrinabenites

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ESTE CORAÇÃO!
José Geraldo Martinez

Este coração
bate, descompassado,
 um bolero, em melodia.
Canta apaixonado,
em plena luz do dia.
Escancara meus olhos,
com brilho intenso de
pura alegria!
Arranca-me sorrisos
e poesias…
Deixa-me assim, meio moleque,
por querer pintar nos muros,
seu nome bem grande.
No tronco dos arvoredos,
corações em canivete…
Roubar você, aprontar correria.
Causar alvoroço,
em qualquer delegacia.
Passar a noite, em claro.
Fazer amor no carro !
Ou quem sabe na praia?
Pintar o sete,
dançar à luz da lua.
Este coração pivete
que de amor floresceu…
Bem melhor se não tivera !
Pobre mundo que o carrega,
com este incorrigível defeito!
Pobre de quem não tem,
um igual ao meu, dentro do peito.

Tens namorado!

Posted in Jose Geraldo Martinez on dezembro 26, 2007 by sabrinabenites
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TENS NAMORADO!
José Geraldo Martinez
 
Tu tens namorado?
Sim, tu tens namorado!
Não exatamente um homem ou mulher,
mas o sol que caminha ao teu lado.
Sim, tu tens namorado
e ele te acorda todos os dias nas lindas manhãs,
onde Deus te agraciou com mais um dia de vida,
com o perfume das flores e um céu de puro anil.
Tu tens namorado!
Não bastasse, uma amante!
A lua que deita em tua estrada,
quando te tornas caminhante!
Beija teus olhos e corpo,
inspira teus sonhos sem fim…
Beija mansamente com sereno,
os teus lábios de carmim!
Sim, tu tens namorado!
Assim, do que reclamar?
De dia, tens o sol que te aquece,
à noite, o raio do luar!
Tens a vida! Quantas oportunidades!
Os presentes diários do nosso pai.
As estrelas de toda amplidão,
a infinitude do mar…
Tu tens namorado. Quantos!
Os rios que te esperam perdidos,
o vento perfumado dos campos,
os montes que te chamam cativos!
Tens a vida que te espera…
No passado, a tua história!
Os filhos um presente eterno…
Queres para ti maior glória?
Precisas de um homem ou mulher?
Temes com pavor a solidão?
Sinta de Deus a acolhida,
o calor de Tuas mãos!
A chuva é a namorada perfeita
para te banhares em seus pingos…
A fé, em tua Santa Igreja,
chama-te às tardes de domingo!
Tu tens namorado!
Os livros esperando para serem lidos,
as melodias para serem dançadas…
Tens a companhia de quantos amigos,
contigo na mesma estrada!
Abra o coração,
o ventre de tua alma,
liberta todos os medos teus!
Permita-te fecundar,
com o sêmen da vida, embrião dos felizes…
Dos agraciados por Deus!

Poema para esta vida!

Posted in Jose Geraldo Martinez on dezembro 7, 2007 by sabrinabenites

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POEMA PARA ESTA VIDA !

José Geraldo Martinez

Faço um poema e o entrego
a quem dele a vida for parecida!
Não assinarei a obra , será universal:
“Poema para esta vida”.
Nesta vida, quanto amei!
Quantas foram as minhas ilusões …
Por quantos caminhos eu tombei,
em conturbadas paixões!
Nesta vida, quantos amigos angariei,
quantas estradas eu conheci,
por quantos desvios eu passei e
por quantos me perdi!
Quantos me estenderam as mãos e
para quantos estendi…
Nesta vida , casei-me, separei-me,
tive filhos,
aprendi a arte de educar !
Com eles enfrentei seus pesadelos,
até o dia de vê-los voar…
Nesta vida, ganhei dinheiro e perdi.
Desabaram meus castelos e quantos
reconstruí…
Quantas punhaladas pelas costas,
quantas injúrias eu venci!
Nesta vida , quantas vezes recomecei…
Quase entregue, nos altares de muitas
igrejas,
tive minha fé questionada!
Quando em meus pés não cabiam mais
 espinhos no caminhar da minha
estrada.
Nesta vida, quanto chorei e sorri.
Quanto ganhei, quanto distribuí.
Quanto devo ter ferido alguém e
quanto me feri…
Quantas vezes perdoei e quantas
fui perdoado.
Quantas pedras me atiraram e quantas as
fiz atiradas,
Quantos lavaram a alma comigo e com quantos
tive a alma lavada!
Nesta vida , este é um poema universal
e o entrego a quem dele a vida for
parecida!
Onde Deus carregou-me por todo
tempo em minhas batalhas vencidas!
Dobro os joelhos na fé,
agradeço ao céu o Nosso Pai!
Mais um dia que amanhece em minha janela,
minhas experiências vividas…
A saúde que tenho, a tudo que Ele me deu,
a oportunidade de fazer um

“Poema para esta vida”