Archive for the Luiz Poeta Category

Certas flores

Posted in Luiz Poeta on janeiro 5, 2008 by sabrinabenites
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CERTAS FLORES
Luiz Poeta

Certas flores se tornam mais delicadas,
Quando alguém as oferece para nós;
Uma flor sozinha às vezes não diz nada;
Se tem dono, toda flor sempre tem voz.

E nos fala sobre a sensibilidade
De quem ama nosso amor com seu carinho;
Seu perfume  só nos traz felicidade
E expulsa a sensação de estar sozinho.

Sempre fica o perfume dessas flores
Nessas mãos que assim, afetuosamente,
As oferta, enfeitando-as de amores
Festejando a emoção que a gente sente.

Tu me ofertas tuas flores mais sutis
E a eterna emoção do teu jardim…
Teu carinho, mais que flor, me faz feliz
Porque plantas teu amor… dentro de mim

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Benção Natalina

Posted in Luiz Poeta on dezembro 25, 2007 by sabrinabenites
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BÊNÇÃO NATALINA
Luiz Poeta
Nos olhinhos de um menino… embevecidos
Pela imagem de um instante natalino,
Há um brilho luminoso… distraído
Que descobre…num presépio… outro menino…
Comovido, ele observa…atentamente…
Os reis magos, a vaquinha, o carneirinho…
No seu peito, uma voz diz… sublimemente:
– Eu queria ser aquele menininho…
Um anjinho sobrevoa esse momento
E no enlevo delicado desse vôo,
Há bem mais que um sublime sentimento:
Ninguém ouve, mas Deus diz: – Eu te abençôo.

Menino Jesus

Posted in Luiz Poeta on dezembro 25, 2007 by sabrinabenites
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MENINO…JESUS
Luiz Poeta
 
Da janela, a menininha olha a estrada…
Está frio, mas a casa é aquecida;
Que presente alegraria sua vida
No Natal ? Seu coração não lhe diz nada.
No presépio, sob luzes cintilantes,
Um Jesus de gesso e tinta está sorrindo
Para ela… Deus do céu… como ele é lindo !
Ela sente o seu amor…por uns instantes.
A vidraça, entretanto não impede
Que ela veja, do outro lado, um menininho
Que caminha pela rua tão…sozinho…
– Cuida, Deus, desse menino – ela pede.
O garoto não a vê e, mansamente,
Vai seguindo seu trajeto solitário
Qual seria, afinal, o itinerário
Que ele busca, caminhando… tristemente ?
Ela, então, por ser criança e, comovida,
Volta os olhos para a manjedoura e diz:
– Cuida dele, meu Jesus e faz feliz
O momento infeliz da sua vida.
Quando os olhos absortos da menina
Se distraem neste gesto natalino,
Ela nota que não vê mais o menino
Que sumiu em uma curva da esquina.
Ao volver o seu olhar angelical
Para a imagem delicada sob a luz,
Ela vê que o menininho era o Jesus
Que ela via, iluminando o seu Natal.

Menino…Anjo…Homem

Posted in Luiz Poeta on dezembro 24, 2007 by sabrinabenites

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MENINO… ANJO…HOMEM
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros

Quando, no teu silêncio, o amor inventa
Num homem, um menino encantado
Que brinca de te amar e se alimenta
Da luz do teu olhar inebriado…

Em cada verso teu, tu denuncias
Que vês no teu menino um anjo… e um homem
E  amas muito mais se fantasias
O amor que os abandonos não consomem.

E amas muito mais porque imaginas,
No fundo do teu peito, esse menino
Que brinca em tuas líricas retinas
E mexe com teu sonho pequenino.

Então, quando te tornas menininha,
Sublimas teu amor de tal maneira
Que a tua solidão, tão má vizinha
Já não te faz mais triste e prisioneira.

No fundo, ao evocar esse menino
Que tem tanto poder de sedução,
O sonho vem brincar com teu destino
E voa dentro do teu coração.
 

Sublime Luz

Posted in Luiz Poeta on dezembro 21, 2007 by sabrinabenites
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SUBLIME LUZ
Luiz Poeta
 
 
Certas luzes necessárias surgem quando
Nossas sombras precisam de avivamento
Porque as formas que a penumbra vai criando
Só refletem, no vazio, o sofrimento.
 
 No tremor de cada chama projetada
Sob a brisa solitária da manhã
Há o silêncio de uma vela…apagada
Que não pulsa, antecipando a tarde…vã.
 
Há que haver bem mais que luz no olhar que mira
A distância de um futuro que virá
Porque a cada solidão que a luz retira
Dos caminhos, outra luz se acenderá.
 
Há que haver na fé que a dor provoca ou mata,
Mais poder, para que a ressurreição
De uma dor, seja só sombra caricata
Do amor mostrado em outra dimensão.
 
Quando um pensamento bom nos torna iguais,
Há uma chama que eterniza esse amor
Confortando  a nossa dor, trazendo a paz
E essa luz que há em nosso interior.
 
Nossa vida é uma chama, só se apaga,
Quando as chagas já não doem, flutuamos
Pelo ar como uma luz que se propaga
No infinito mais feliz que imaginamos.
 
Certas chamas sonolentas nos conduzem
Ao amor que se concentra em cada luz
E ao mirá-las, nossos olhos reproduzem
O amor que há nos olhos de Jesus.
 
E no instante em que a luz mais colorida
Nos enfeita a solidão com nova cor,
Nossos olhos, como as chamas, ganham vida
Porque olhamos com os olhos do Senhor.