Archive for the Milamarian Category

Sem bússola, só contigo

Posted in Milamarian on janeiro 28, 2008 by sabrinabenites
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SEM BÚSSOLA, SÓ CONTIGO
Milamarian
 
 
Mantenho-me no sustento de meus pés
em qualquer distância e circunstância
estaciono os espasmos das reentrâncias
e navego entre açus e mirins igarapés.
 
O amor, por ti semeado bem aqui
é alicerce nas subidas e descidas
habilita o nanquim na tinta colorida
a tingir o gris c’o frescor que recebi.
 
Sou tua identidade, teu nome eu cultivo;
no meu interno, és minh’eterna metade
ao meu redor, tua voz é meu infinitivo,
 
num poder tão profundo e necessário
lenitivo nas mortas horas, desfaz a nulidade
deste solitário caminhar sem itinerário.
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Cristaleira

Posted in Milamarian on janeiro 24, 2008 by sabrinabenites
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Cristaleira
Milamarian
Passa pelas vidraças a espuma e flutua
nos ares desta sala sem sequer definição
cinzentas nuvens que descem ao chão
e no tapete se esvaem sob a luz da lua.
Esquece-te cristaleira d’outras memórias
os abalos soltos nas neblinas passageiras
quando guardaste as lágrimas da cerejeira
reverte as cores, dores não são mais história.
Resvala as sombras, grafa e debrua agora
aquela flor que aos mares súbito lançara
lilases tons em doces prelúdios  à aurora
resistindo o perfume aos ventos uivantes
nas colinas adormecidas e assim revigorara
os vitrais de tristeza não mais relutantes.
Japão em 31 de maio de 2007.
 

A florista

Posted in Milamarian on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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A FLORISTA
Milamarian
 
 
 
Sorrira o mais lindo sorriso àquele jardim
calada, no silêncio estendera a sua oração
e em beijos, recolhera só em si sem hesitação
todas as notas entoadas na harpa do serafim.
 
Não dissera adeus, não fora uma despedida
seus pequenos passos incensando a colina
e na valsa de flores qual andorinha bailarina
beijara céu e o mar, em descidas e subidas.
 
As rosas recolhidas pelo caminho?
Foram aquelas coloridas pela magia
em pesponto junto ao estribilho,
 
vermelha, rosa e as lilases, todas imortais
resguardadas foram da fria ventania
para germinar em eternos madrigais.

Sob a verde cúpula

Posted in Milamarian on janeiro 21, 2008 by sabrinabenites
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Sob a Verde Cúpula
Milamarian
Alvadia é a pousada onde em cascata
evola do cravo a purpúrea fragrância
mesclada à da rosa sem reluctância
qual mar à terra num gorjeio junto à prata.
À luz da estrela d’alva, o tênue luar
adentrando pela porta entreaberta
qual dourado adorno ilumina a tela
em calmaria… é somente dele o olhar…
Uma verde seara banhada em mel
dos olhos do amoroso mecenas
acalentando o nanquim qual menestrel,
protector remodelando numa só cor
repousa madrepérolas n’alma dela
azul só a ela, epicureu pleno de amor.

Tu, a minha poesia!

Posted in Milamarian on janeiro 19, 2008 by sabrinabenites
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Tu…a minha poesia!
Milamarian
 
 
 
Serena oração ecoando em suave toada
num sublime enlevo beija a minha verve
campeia frestas qual cântico em alicerce
sustenta minh’alma em qualquer alvorada.
 
 
Senhor das minhas auroras e poentes
em tua luz eu viajo nos sonhos alados
sou serafim num’asa e sons emplumados
te entrego c’o meu púrpura candente.
 
 
Cálida gota que inspira o verso meu
no levante qual o dourado raio de sol
me aquece e assim brilha no camafeu,
 
 
onde te vejo, consagrado e redundante
orvalho e pérola, nos acordes do arrebol
rouxinol enluarado, fado predominante.

Amor é…

Posted in Milamarian on janeiro 18, 2008 by sabrinabenites
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Amor é…
Milamarian
Amor é água que corre sem parar
desce rios, roda sendas até o mar
é vento forte que beija o meu verso
e em duas palavras mostra o reverso.
Amor é sorriso dos meus olhos calados
em delírios a pisar naqueles prados
onde me espera deitado nas ramagens
aquele que na minh’ alma é tatuagem.
Amor é no cálice o vinho que transborda
é cálida gota , mel que espalha e vigora
as searas, flores na janela, abre portas,
é o sol frente ao monte, lavrando serras
lua saindo detrás das brumas àquela hora
em que seremos tu e eu numa única tela.

Torres del Paine

Posted in Milamarian on janeiro 16, 2008 by sabrinabenites
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Torres del Paine
Milamarian
 
 
Paradise_silhouette, cushion of mountains and brooks
at the last frontier caravelwrecked over water in cold
under clear_moist mists, sweet_soft precious stone
from the pure Nature, palace in open doors.
 
 
Infinite of meadows wrapped by fog that reveals
rheas running over the cordillera in gracefulness
two incongruous and vertically towers in perfect sight
in sweet and pleasant sphere harmony, you rise.
 
 
Painting in green_emmerald, the top of your mounts
in contrast with the greenish-blue from melting pond
a fall of water_sand, as a garland done,
 
 
and in glorious firmament, trace of much nobleness
 you touch the crystal of clouds drawed in calmness
defiling with elegance to winds in turbulence.