Ah! Meu amor, se eu pudesse!

Posted in Elizabeth Assad on janeiro 24, 2008 by sabrinabenites
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Ah! Meu Amor,Se Eu Pudesse!
Elizabeth Assad
 
Alguns minutos ao teu lado estar,
não passaria todo instante
com meu coração a  palpitar.
Com você adormeço, navego por
sonhos e chego ao meu despertar,
quem me dera todo instante,
a seu lado poder estar.
Você esta no amanhecer,
no cair da tarde e no meu
ressonar.
Você me trás alegrias,
é meu constante  pensar.
És responsável por meu sorriso,
e meu doce olhar,
meu coração é seu,
para sempre vou te amar.
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Saudade de ti!

Posted in Jose Geraldo Martinez on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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SAUDADE DE TI!
José Geraldo Martinez
Meu amor, quanta saudade eu tenho…
Das fugazes horas em algum quarto,
do riso fácil e das alegria miúdas,
nos dias de vento, nas tardes de chuva…
Da covinha que tinhas…
Quando sorrias sem medo!
Olhando a mim, quase um besta,
colocando flores em tua cabeça!
Gostava de molhar os pés…
Ainda que molhasse a barra do teu vestido!
Aos joelhos o trazia,
caminhando pelos igarapés perdidos…
Quanta saudade eu tenho…
Dos beijos que tu me davas!
Qual droga a me fazer loucuras,
sem antes me deixar tonturas…
O céu girava azul…
Ainda com o sol a me queimar o rosto!
No abraço feliz ao amor que tu me davas,
no peito onde tu te aninhavas deste moço!
Quanta saudade eu tenho…
Do cheiro que trazia nos cabelos!
De teu ventre de pêssego, de tua vulva e pêlos…
Saudade de ti, inteira!
Desta sem fim e arredia…
Que aniquila um homem aos poucos,
no ócio de suas horas vadias!
Saudade de ti, amada minha!
De teus olhos com sono…
Da entrega do teu corpo em meu colo, num feliz abandono!
De tuas mãos a deixarem meus cabelos em desalinho…
Faziam-me sonhar, ainda mais te amar,
dobrar os meus joelhos com teus carinhos!
Curvar a teus pés!
Rendido ao amor que tu me davas, absolutamente pleno…
Com a alma que tu entregavas!
Saudade dos teus seios…
Onde meu nome em medalhinha,
numa fina correntinha,
tu ainda tinhas entre meio!
Saudade tanta, tanta…
Que sou minguante a cada segundo!
Ah! Pudesse eu tornar passado…
Voltar ao nosso mundo!
Fiquei com esta horrível sensação,
mesmo que velho esteja agora…
Que tu ainda estás no passado e
o futuro é quem me trouxe embora!

A florista

Posted in Milamarian on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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A FLORISTA
Milamarian
 
 
 
Sorrira o mais lindo sorriso àquele jardim
calada, no silêncio estendera a sua oração
e em beijos, recolhera só em si sem hesitação
todas as notas entoadas na harpa do serafim.
 
Não dissera adeus, não fora uma despedida
seus pequenos passos incensando a colina
e na valsa de flores qual andorinha bailarina
beijara céu e o mar, em descidas e subidas.
 
As rosas recolhidas pelo caminho?
Foram aquelas coloridas pela magia
em pesponto junto ao estribilho,
 
vermelha, rosa e as lilases, todas imortais
resguardadas foram da fria ventania
para germinar em eternos madrigais.

Ausente olhar

Posted in Maria Thereza Neves on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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Ausente Olhar
Maria Thereza Neves 
Do teu olhar ausente
nada mais
me vem a mente.
 

Perdão

Posted in Anna Peralva on janeiro 22, 2008 by sabrinabenites
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PERDÃO
Anna Peralva
Ato sublime
de olvidar ofensas
e não macular
o coração
com mágoas
e rancores
em desavenças
que ofuscam
a claridade da Luz,
permitindo
o adentrar da escuridão.
Humildade que
argenta a serenidade,
se aconchega
suavemente
e traz consigo
a real consciência
da evolução espiritual.
O perdão lava a alma
que em enlevada fleuma,
aconchegada
nos braços da Paz,
só sabe comungar
a generosidade
do verbo amar.

Sob a verde cúpula

Posted in Milamarian on janeiro 21, 2008 by sabrinabenites
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Sob a Verde Cúpula
Milamarian
Alvadia é a pousada onde em cascata
evola do cravo a purpúrea fragrância
mesclada à da rosa sem reluctância
qual mar à terra num gorjeio junto à prata.
À luz da estrela d’alva, o tênue luar
adentrando pela porta entreaberta
qual dourado adorno ilumina a tela
em calmaria… é somente dele o olhar…
Uma verde seara banhada em mel
dos olhos do amoroso mecenas
acalentando o nanquim qual menestrel,
protector remodelando numa só cor
repousa madrepérolas n’alma dela
azul só a ela, epicureu pleno de amor.

África

Posted in Naldo Velho on janeiro 21, 2008 by sabrinabenites
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África
Naldo Velho
Trilhas estranhas, histórias, tormentos,
trevas, tropeços, portas trancadas,
terras, fronteiras, cicatrizes expostas.
É sina do homem crescer pela dor.
Conflitos, abismos, batalhas, loucura,
o cheiro de sangue, o medo, a tortura,
na fúria da guerra a fome consome,
em teu colo a criança, não chora, não come.
Lágrimas não chovem, ressecadas as pétalas,
caminhos incertos, agoniza o sonho.
O rio minguou, o leite secou,
olhos vidrados espelham a dor.
Teias estranhas, nem sei o teu nome,
só sei que és negra e padeces de fome.
No berço do homem deserto de amor,
morre a mingua o filho do Nosso Senhor.